Blog sobre efeitos de áudio para guitarra e outros instrumentos, com publicações sobre a história, o emprego e a classificação dos diferentes tipos de efeitos sonoros, voltado para instrumentistas, pesquisadores e produtores musicais.
Aleksandar Zivojinovic, mais conhecido como Alex Lifeson, guitarrista da banda canadense Rush, é comumente citado como um dos mais famosos adeptos do efeito de chorus no mundo do rock, ao lado de músicos como Andy Summers (The Police) e Johnny Marr (The Smiths). Porém, o que muitos ignoram é que Lifeson possui uma trajetória marcante com o próprio Rush que antecede o lançamento comercial deste efeito.
Antes de mergulhar no universo do chorus, Alex Lifeson era um usuário assíduo de outro efeito de modulação: o phase shifter ou, simplesmente, phaser. Vários clássicos do início da carreira do Rush apresentam um proeminente efeito de phasing. Cortesia de um antigo - e há muito descontinuado - Phase Shifter, da Maestro.
OPhase Shifter de Oberheim
Projetado por Tom Oberheim, o PS-1 Phase Shifter é um phaser de 06 estágios que, diferentemente de outros modelos de phaser, não foi criado com o objetivo de simular o efeito de flanging de fita, mas sim o som rotativo de uma caixa Leslie. Ele conta com um recurso atípico em se tratando de phasers: a mudança de velocidade do efeito - que pode ser alterada pelo acionamento de qualquer um dos 03 switches coloridos que ativam os diferentes tipos de "phasing effects" - se dá de maneira gradativa (ramp up - "acelerando" - ou ramp down - "desacelerando"), de forma similar ao que ocorre numa Leslie.
Oberheim e algumas de suas criações, incluindo o Phase Shifter (segundo da esquerda para a direita).
Introduzido em 1971, pela empresa norte-americana Maestro - que anteriormente já havia lançado diversos outros efeitos clássicos, como o delay de fita Echoplex (c.1959), o FZ-1 Fuzz-Tone (1962), o multiefeitos G1 Rhythm 'N Sound For Guitar (c.1968) e o RM-1A Ring Modulator (1970), este último também projetado por Oberheim - , o PS-1Phase Shifter tornou-se um enorme sucesso de vendas. O modelo não é exatamente um pedal, mas uma unidade de mesa, não apresentando em seu chassi um footswitch para o acionamento do efeito.
PS-1A Phase Shifter com a guitarra
Porém, a unidade conta com um pedal controlador externo opcional (PSFS-1 ou PSFS-2 Phase Shifter Footswitch), com 03 footswitches, que permite alternar entre os 03 tipos de "phasing effects", com diferentes velocidades ("slow phase", "medium phase" e "fast phase") de modulação.
PSFS-1 Phase Shifter Footswitch
O Phase Shifter foi comercializado em 03 versões diferentes: PS-1, PS-1A (a mais comum) e PS-1B, respectivamente. Sendo que o PS-1B possui um knob adicional para o ajuste fino de velocidade da modulação ("variable speed"), localizado próximo ao switch "power on/off".
PS-1B Phase Shifter com um sintetizador
O Phase Shifter, da Maestro, foi um dos primeiros modelos de phaser a ser disponibilizado, ao lado da unidade de rack PS101 Instant Phaser, da Eventide Clockworks e da unidade autônoma Countryman Phase Shifter Type 967. Logo em seguida, chegariam ao mercado phasers em formatos mais compactos, como o pedal MXR Phase 90 e, um pouco mais tarde, o Electro-Harmonix Small Stone.
Clones do Phase Shifter também foram lançados com os nomes de Shin-ei RM-29Resly Machine, Pax Phase Shifter e Rands RM-29 Resly Machine.
De Rush (1974) a All the World's a Stage (1976)
O efeito de phasing gerado pelo PS-1PhaseShifter aparece com destaque nos 05 primeiros álbuns do Rush: Rush (1974), Fly by Night (1975), Caress of Steel (1975), 2112 (1976) e no álbum duplo ao vivo All the World's a Stage (1976). Nessa fase da carreira da banda, os efeitos usados por Lifeson eram, basicamente, um pedal de volume da Morley; um pedal de wah Cry Baby "vintage"; o Phase Shifter, da Maestro;e um delay de fita Echoplex, também da Maestro. O efeitos de saturação eram provenientes, em geral, de cabeçotes Marshall Model 1987 - Lead 50w ("JMP era"), com 01 gabinete 4x12", e, excepcionalmente, de um FuzzFace.
Alex Lifeson utilizou o phaser em diferentes contextos dentro dos arranjos. Ora em levadas rítmicas com som "limpo", ora com acordes arpejados ou combinando o efeito de modulação com o drive do amp para bases e, mais raramente, em solos. Confira nas músicas abaixo:
- Rush(1974): álbum de estréia da banda. Podemos ouvir o efeito nas faixas (3) "Take a Friend" - durante o solo -, (4) "Here and Again", (6) "In the Mood e (7) "Before and After".
Rush
- Fly by Night(1975): destaque para as faixas (1) Anthem, (4) By-Tor and Snow Dog, (5) Fly by Night e (8) In the End.
Fly by Night
- Caress of Steel(1975): em (3) "Lakeside Park" (ouça no vídeo abaixo) e também nas faixas (4) "The Necromancer" e (5) "The Fountain of Lamneth" - nesta especialmente em sua terceira parte, "No One at the Bridge".
"Lakeside Park" (Caress of Steel)
- 2112(1976): nas faixas (1) "2112" (que ocupa todo o lado A do LP original) e (6) "Something for Nothing".
2112
Ouça as versões ao vivo de várias das faixas citadas acima no álbum duplo All the World's a Stage (1976):
All the World's a Stage
A Farewell to Phase Shifter
A partir do álbum A Farewell to Kings (1977), Lifeson "aposentaria" seu Maestro Phase Shifter substituindo pelos efeitos de chorus - obtido com um amplificador Roland JC-120 Jazz Chorus ou, mais frequentemente, com um pedal Boss CE-1 Chorus Ensemble -,
Boss CE-1 Chorus Ensemble
e flanger - um ElectricMistress, da Electro-Harmonix. Ambos tornariam-se os efeitos de modulação preferidos de Lifeson na fase de maior sucesso comercial da banda e permaneceriam desde então fortemente associados ao seu estilo e à sonoridade particular do guitarrista.
Electro-Harmonix Electric Mistress
O efeito de phasing reapareceria apenas esporadicamente nos álbuns seguintes do Rush. E ainda mais raro seria o uso do modelo vintage da Maestro, um "clássico" usado também por vários outros grandes músicos, como John Paul Jones (Led Zeppelin), John McLaughlin (Mahavishnu Orchestra), Steve Howe (Yes), Ernie Isley (Isley Borthers) e Randy Rhoads (Quiet Riot).
Maestro PS-1A Phase Shifter
Versão francesa
Atualmente a empresa francesa Heptode oferece a sua versão do efeito: o modelo compacto Virtuoso Phase Shafter, que podemos conferir no vídeo abaixo.
Lançado em 1994, pela Klon, o CentaurProfessional Overdrive continua sendo, 23 anos após o seu surgimento, o pedal mais aclamado pelos guitarristas de todo o mundo. Desenvolvido e feito à mão pelo projetista norte-americano Bill Finnegan, o modelo pode ser visto nos pedalboards de muitos dos maiores guitarristas do planeta.
"Gold" Centaur
Frequentemente intitulado "rei dos transparentoverdrives", pode-se dizer que o Centaur deu origem a esta subcategoria de pedais. O modelo trata-se, em essência, de um booster extremamente versátil. Na prática, o Centaur pode atuar tanto como overdrive, quanto como cleanbooster, mas brilha de verdade quando é usado para ajudar a moldar o som de um setup, funcionando como um preampbooster. A ideia aqui é proporcionar um ajuste fino do som, mas sem alterar excessivamente o timbre original.
Inspirado na riqueza harmônica resultante de um amplificador FenderTwinReverb trabalhando entre os volumes 6 e 7, o modelo emprega clipagem de diodos e tende a reforçar razoavelmente as frequências médias do som original. Diferentemente de outro clássico, o TubeScreamer, o som do Centaur é mais aberto, não apresenta perda significativa das frequências mais graves, nem um médio tão proeminente como o daquele, além de funcionar excepcionalmente bem como um preamp/cleanbooster.
O ataque dos "klones"
Devido ao seu enorme sucesso "de crítica e público", o Centaur é hoje um dos pedais mais clonados do mercado. Fenômeno que acabaria levando seu criador, Bill Finnegan, a descontinuar o modelo. Neste artigo destacaremos 10 modelos para você comparar e avaliar. Incluindo também o KTR, versão compacta do original feita pelo próprio Finnegan. São eles:
1) JHS Klon Clone (c. 2010) Com o sugestivo nome de KlonClone, mas também conhecido pelo não menos criativo nome de Klon Replica, a versão da JHS é reconhecidamente um dos mais conceituados "klones" do Centaur. No entanto, o modelo foi descontinuado em 2012, com o lançamento do KTR, pela Klon, graças a um acordo feito entre a JHS e Bill Finnegan.
JHS Klon Clone vs "Gold" Centaur
2) Monsterpiece Fuzz Stud Overdrive (c. 2011)
Este modelo apresenta o diferencial de contar com uma minichave do tipo "liga-desliga" para bateria, assim não é necessário desplugar o jack de entrada do pedal quando o setup não estiver sendo usado, evitando que a bateria fique descarregada.
"Silver"Centaur vs Stud Overdrive
3) VelvetPedalsMinotaur(c.2011)
Batizado com o nome de outro ser mitológico, o Minotaur - tal qual o Centaur - também exibe o desenho da criatura que lhe dá nome em seu chassi. Apesar do modelo contar com um sistema de bypassbufferizado, como o original, a VelvetPedals também aceita encomendas para versões com bypass verdadeiro.
Minotaur vs Centaur
4) Klon KTR(2012) Desenvolvido pelo próprio Bill Finnegan, o KTR é basicamente uma versão menor do modelo original, com bypass selecionável (verdadeiro ou ativo) e fonte padrão Boss de 9v DC. Quanto ao significado da sigla KTR, Finnegan não se pronunciou, mas há quem aposte em "KlonTheReissue"...
Klon KTR vs "Silver" and "Gold" Centaurs
5) Fredric Effects Zombie Klone (c.2012)
Versão inglesa do Centaur, o ZombieKlone pode ser encontrado em formatos compactos, nos padrões "Z.Vex" (MkI) e "Xotic" (MkII).
Zombie Klone vs Klon KTR
6) Pedal Monsters KlonKlone (c. 2012)
Diferentemente do original, o KlonKlone oferece chaveamento truebypass, um atributo desejado por muitos guitarristas.
7) ARC Effects Klone V2 (c.2013)
Este modelo apresenta como diferencial, em relação ao seu antecessor - o ARCEffectsKlone (c.2012) - um DIPswitch interno que permite adicionar um reforço para as frequências mais graves ao som original, aumentando ainda mais a versatilidade do pedal.
Klone V2 vs Centaur
8) Electro-Harmonix Soul Food (2014) Versão compacta e bem mais acessível do Centaur, feita pela Electro-Harmonix, de Mike Matthews. Possivelmente é o modelo com melhor relação custo-benefício dentre os citados. Assim como o KTR, oferece bypass selecionável, neste caso, por meio de uma chave interna.
"Silver" Centaur vs E-H Soul Food
9) J. Rockett Audio Designs Archer (c. 2014)
Para quem não sabe, a J. RockettAudioDesigns foi a empresa que trabalhou em parceria com a Klon, de Bill Finnegan, na produção do KlonKTR. Após Bill resolver descontinuar o modelo, a J.RAD passou a fabricar sua própria versão do pedal e lançou-o com o nome de Archer. Disponível nas versões "prata" e "ouro" (Ikon) - de forma similar ao Centaur original -, o Archer conta com um desenho de um centauro arqueiro em seu chassi. É considerado por muitos como a cópia mais fiel já lançada do Centaur.
Archer vs Centaur
10) Wampler Tumnus (c. 2015)
A versão de Brian Wampler para o Centaur conta com o diferencial de apresentar o formato reduzido de minipedal, sendo especialmente indicado para pedalboards já lotados ou para miniboards.
Tumulus vs Centaur
É bom lembrar que além dos modelos citados acima existem vários outros exemplos de clones do Centaur.
Versões brasileiras
Entre as versões brasileiras do efeito podemos citar os modelos:
- Collateral FX Klone, feito por Guilherme Nunes.
Analog Man King of Tone vs Collateral FX Klone
- TomTone Custom EffectsKlone Sagitarius
TomTone Custom EffectsKlone Sagitarius
- EFX Custom Effects Kloned Centaur, feito por Eugenio Gregório.
E, para concluir, um vídeo bem bacana do "That Pedal Show", de Daniel Steinhardt (TheGigRig) e Mick Taylor (Guitaristmagazine), comparando diferentes "klones" (Archers, Tumnus, SoulFood e RYRAKlone) com os lendários Centaurs originais da Klon - as versões "Silver" e "Gold".
That Pedal Show - Klons, Archers, Tumnus, Soul Food & Klone. What Do We Think?
Leia também o artigo sobre overdrives "transparentes" acessando o link:
Projetado por Gary Stewart Hurst e lançado em 1965, o Tone Bender foi a resposta britânica ao pioneiro Fuzz-Tone norte-americano.
O modelo foi desenvolvido por Hurst a partir de modificações feitas justamente em um Fuzz-Tone, de propriedade de um famoso guitarrista inglês da época (ainda hoje há dúvidas se trata-se de Vic Flick - do "James Bond Theme" - ou de Big Jim Sullivan - outro requisitado guitarrista de estúdio de então). Como o pedal não correspondia às expectativas do dono, ele acabou sendo levado para Hurst, que foi incumbido de modificá-lo para produzir um som mais encorpado e com maior capacidade de sustentação. Das modificações realizadas nasceria um novo modelo: o Tone Bender.
Gary Hurst
O modeloacaboutornando-se um clássico e foi comercializado em numerosas versões, com diferentes nomes e sob diversas marcas.
Entre os modelos originalmente lançados pela SolaSound (Colorsound) estão:
- Tone Bender "MK I" - Tone Bender "MK 1.5" - Tone Bender Professional MK II - Tone Bender Mark III - Tone Bender Mark IV - Tone-Bender Fuzz - Supa Tone Bender - Jumbo Tone Bender
Podemos considerar a primeira versão do Tone Bender - que depois passaria a ser conhecida como "MK I" - como sendo, em essência, uma versão modificada do MaestroFZ-1 Fuzz-Tone. O modelo apresenta 03 transistores de germânio (originalmente, 01 MullardOC75 e 02 TexasInstruments2G381) e chaveamento true bypass. As primeiras unidades apresentavam chassi de madeira e foram vendidas diretamente por Gary Hurst, em meados de 1965.
Tone Bender "MK I" original, com chassi de madeira
Logo em seguida o modelo passou a utilizar um chassi de metal e a ser comercializado pela MusicalExchange, a lendária loja de instrumentos musicais dos irmãos Macari, em Londres.
Tone Bender "MKI"
O "MKI" também foi comercializado pela RotoSound com o nome deFuzz Box
Rotosound Fuzz Box "MKI"
e pela Marshall como SupaFuzz.
um raríssimo Marshall SupaFuzz com circuito de "MK I"
O modelo foi usado, entre outros, por Jeff Beck (The Yardbirds), Pete Townshend (The Who), Mick Ronson (David Bowie) e Paul McCartney (The Beatles).
Paul McCartney no estúdio com um Tone Bender "MK I"
Entre clones, réplicas e pedais derivados podemos citar os modelos JMI Tone Bender MK I, D*A*M Tone Bender MK I, Black Cat Custom MKI Britannia eBritish Pedal Company Tone Bender MKI.
Apresenta um circuito similar ao de um Fuzz Face, com 02 transistores de germânio (02 Mullard OC75). Este modelo de transição entre o "MKI" e o MKII, não recebeu nenhuma nomenclatura especial na época, porém, mais tarde, passaria a ser conhecido como Tone Bender "MK1.5". O modelo começou a ser comercializado em fevereiro de 1966, e relativamente poucas unidades desta versão foram produzidas na Inglaterra.
Tone Bender "MK 1.5"
O modelo também foi produzido na Itáliapara a Thomas Organ ("US Vox") nas versões V828 eV8281 Tone Bender.
Vox V828 Tone Benders
Vox V8281 Tone Bender
A empresa italiana Jen também comercializou o modelo com os nomes de Fuzz e Tone Bender.
Jen Fuzz
Ele também foi vendido com o nome de Fuzz, sob as marcas Elka, Luxor e Unicord.
Os modelos italianos apesar de apresentarem um circuito similar ao do modelo original inglês, utilizam componentes com diferentes valores e outros tipos de transistores (geralmente, SFT), além de usarem PCB e, por isso, tendem a soar diferentes, apresentando um som menos encorpado e mais "ardido".
Também foi comercializado como Rangemaster Fuzzbug.
Rangemaster Fuzzbug "MK 1.5"
O "MK 1.5" (ou alguma de suas versões), já foi usado, entre outros, por Andrew Stockdale (Wolfmother), Billy Corgan (The Smashing Pumpkins) e Guilherme Held (Criolo).
pedalboard de Andrew Stockdale (Wolfmother), com destaque para o seu Vox Tone Bender.
Clones, réplicas e modelos derivados: JMI Tone Bender MK 1.5, Analog Man Sun Bender, Sola Sound Tone Bender MK 1.5 (D*A*M reissue), Black Cat Custom MK 1.5 Americano, British Pedal Company Tone Bender MK1.5 e Deep Trip Kryptone.
Apresenta um circuito com 03 transistores (03 MullardOC75 ou OC81D), baseado no "MK1.5", mas com um estágio de ganho adicional.
Tone Bender Professional MKII
Também foi vendido como Marshall SupaFuzz, Vox Tone Bender Professional MK II, RotoSound FuzzBox
Marshall SupaFuzz "MK II", Vox Tone Bender Professional MK II e RotoSound Fuzz Box "MK II"
e Rangemaster Fuzzbug.
Rangemaster Fuzzbug "MK II"
O modelo foi reeditado nos anos 1990, pela Vox, em uma versão feita à mão por Dick Denney, o criador do famoso comboVoxAC30. Em 2009, a Macari's Musical Instruments lançou uma reedição do modelo feita pela D*A*M Pedals.
O MKII foi usado por Dan Auerbach (The Black Keys), Jeff Beck (The Yardbirds), Jimmy Page (Led Zeppelin) e Joe Perry (Aerosmith), entre outros.
pedalboard de Joe Perry (2016)
Clones, réplicas e modelos derivados: JMI Tone Bender Professional MKII, D*A*M Professional MKII, Black Cat Custom Professional MKII, Deep Trip Hellbender, MG Music Tony Tender, Lovepedal BonetendereBritishPedal Company Tone Bender Professional MKII,Menatone The Pork Bender,entre outros.
O Mark III, assim como o MK II, é uma versão com 03 transistores de germânio. Ele foi o primeiro modelo de Tone Bender a oferecer um controle de tonalidade, tornando-se um fuzz mais versátil que seus antecessores. A maioria das unidades fabricadas deste modelo foi comercializada sob a marca Vox.
Tone Bender Mark III
O mesmo circuito pode ser encontrado no Park FuzzSound
Park Fuzz Sound "Mark III"
e no RotoSound FuzzBox, que tornou-se famoso por ter sido usado por Jimmy Page (Led Zeppelin).
Jimmy Page com seu RotoSound Fuzz Box "Mark III", com 3 knobs
Na mesma época, também foi lançada uma versão mais rara do modelo, com apenas 02 knobs e com um circuito com 04 transistores de silício.
Tone Bender Mark III (2-knob version)
Aparentemente, ela também foi comercializada como Park Fuzz Sound.
Park Fuzz Sound "Mark III" (2-knob version)
A versão clássica do Mark III, que inclui um controle de tonalidade, é provavelmente o modelo de Tone Bender mais copiado de todos, tendo inspirado inúmeros modelos derivados produzidos por fabricantes conceituados, como Fulltone (Soul-Bender), EarthQuaker Devices (Tone Reaper e Park Fuzz Sound/ "Colby Fuzz"), JHS Pedals (Firefly Fuzz) e Analog Man (Sun Bender MK IV). Além de réplicas, como o JMI Tone Bender Mark III, o British Pedal Company Tone Bender Mark III e o RotoSound RFB1 Fuzz.
Por volta de 1971, o Mark IV teria a sua arte gráfica alterada, sendo renomeado como Tone-Bender Fuzz. Logo o modelo passaria a contar com transistores de silício em vez dos originais transistores de germânio dos modelos anteriores.
Sola Sound Tone-Bender Fuzz (ou Tone-Bender Fuzz V.1)
Em meados dos anos 1970, ele passou a ser comercializado também em outro chassi com o nome de CSL SuperFuzz.
CSL Super Fuzz
O Tone-Bender Fuzz é o modelo usado pelo baixista Justin Chancellor, da banda Tool.
Diferentemente da versão com a marca Sola Sound, este modelo apresenta um controle com a inscrição tone em vez de treble-bass e o escrito Tone-Bender acima do footswitch, além de um chassi mais largo. O circuito aparentemente é uma versão simplificada do Electro-Harmonix Big Muff π - versãoRed and Black "transistor"-, com 03 transistores (que mais tarde também seria utilizado no modelo JumboTone Bender).
Apresenta um circuito com 03 transistores, que pode ser considerado basicamente uma versão simplificada do E-HBigMuffπ.
Jumbo Tone Bender
Foi comercializado com diferentes chassis e nomes, entre eles B&M (Champion) Fuzz, B&M FuzzUnit, CMI FuzzUnit, G.B. Fuzz ou FuzzUnit, Pro Traffic FuzzUnite Eurotec Black Box FuzzModule. Seu circuito também foi utilizado no modelo Colorsound SupaWah-Fuzz-Swell.